Parcerias entre universidades e empresas podem contribuir para desenvolvimento do país

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Uma excelente chance de crescimento profissional surge quando os alunos têm a oportunidade de colocar em prática o aprendizado de sala de aula ainda durante a graduação. Para que isso ocorra, algumas universidades firmam parcerias com empresas, sejam elas públicas ou privadas, visando oferecer interfaces, onde alunos, empresas e a própria sociedade são beneficiados.

Entre as parcerias, vale destacar, por exemplo, programas que são desenvolvidos em conjunto por empresas e universidades. Os estudantes, neste caso, participam como voluntários e bolsistas. Assim, os alunos têm acesso à pesquisa, possuem chance de obter experiência profissional e de desenvolver novas tecnologias, além de poder criar um networking (rede de contatos), que pode ser de grande utilidade após a formação profissional. Já as empresas, que contribuem com a formação de jovens profissionais, têm como principal vantagem a inovação tecnológica a oxigenação nos processos internos a menores custos.

Muito utilizada nos Estados Unidos e em países europeus, as parcerias ainda são pouco exploradas no Brasil e na América Latina. Um modelo de parceria muito conhecido é a Hélice Tripla (Triple Helix), elaborada por Henry Etzkowitz, que descreve o modelo de inovação ideal, baseado na integração entre governo, universidades e empresas. Segundo ele, só seria possível criar um sistema de inovação sustentável se houvesse interação entre os três atores. No entanto, no Brasil, ainda é difícil aproximar instituições de ensino superior do setor produtivo. Um dos principais fatores que dificultam as parcerias é a falta comunicação entre as empresas e universidades.

A parceria firmada entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Petrobras é um exemplo de sucesso. Desde o início, em 1977, a parceria já gerou mais três mil projetos e enfrenta agora momento favorável com a descoberta do pré-sal e os investimentos no setor petrolífero. Segundo dados do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, há apenas 50 mil cientistas trabalhando com pesquisas na indústria brasileira. Enquanto isso, na Coreia do Sul o número chega a 166 mil. Já nos Estados Unidos da América o número ultrapassa a marca de 1 milhão. Os investimentos em projetos e o incentivo às pesquisas são fundamentais para o desenvolvimento educacional e econômico do país. Por isso, faz-se necessário que sejam criadas políticas para que as empresas e universidades possam firmar parcerias que tragam benefícios para a população.

 

 

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